
O campo visual é um exame oftalmológico fundamental para avaliar a visão periférica e identificar alterações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. Ele permite detectar falhas visuais que o paciente ainda não percebe conscientemente, sendo essencial no diagnóstico e acompanhamento do glaucoma.
Como o glaucoma é uma doença silenciosa, que afeta inicialmente a visão lateral, o campo visual desempenha papel central no diagnóstico precoce. Quanto antes essas alterações são identificadas, maiores são as chances de preservar a visão e evitar perdas irreversíveis ao longo do tempo.
No conteúdo de hoje você vai entender como é feito esse exame e a forma como ele faz a diferença para tantos pacientes. Se você vai passar por essa avaliação, continue a leitura para já chegar com mais tranquilidade e confiança!
O que é o exame de campo visual?
O exame de campo visual é um teste que avalia a capacidade do olho de perceber estímulos luminosos em diferentes pontos do espaço visual, tanto na região central quanto periférica.
Enquanto a visão central é responsável pelos detalhes, leitura e reconhecimento facial, a visão periférica permite orientação espacial e percepção de movimento.
As perdas periféricas costumam ocorrer de forma gradual e silenciosa, o que explica por que muitos pacientes não percebem alterações no início.
Clinicamente, o exame de campo visual é indispensável para identificar essas falhas funcionais, especialmente quando há suspeita de doenças que afetam o nervo óptico.
Campo visual e glaucoma: como estão relacionados?
O exame de campo visual serve principalmente para o diagnóstico precoce e o acompanhamento do glaucoma, uma doença que pode levar à perda visual progressiva se não for tratada adequadamente.
Além disso, ele é utilizado para monitorar a progressão da doença ao longo do tempo, avaliando se há estabilidade ou piora das alterações visuais.
O teste também auxilia na investigação de alterações do nervo óptico e de outras condições neurológicas.
Mesmo pacientes sem sintomas aparentes podem se beneficiar do exame, pois as primeiras alterações costumam surgir antes de qualquer queixa visual.
O que é o glaucoma?
O glaucoma é uma doença crônica caracterizada pela lesão progressiva do nervo óptico, geralmente associada ao aumento da pressão intraocular.
Uma de suas principais características é o fato de ser silencioso nas fases iniciais, sem dor ou perda visual evidente.
As primeiras alterações ocorrem na visão periférica, exatamente a área avaliada pelo campo visual. Por isso, esse exame é considerado uma das ferramentas mais importantes no diagnóstico e no acompanhamento do glaucoma.
A repetição seriada do campo visual permite comparar resultados ao longo do tempo, ajudando o oftalmologista a ajustar o tratamento de forma ética e individualizada.
Quando o exame de campo visual é indicado?
O exame de campo visual é indicado em diversas situações clínicas, especialmente quando há suspeita ou diagnóstico confirmado de glaucoma.
Ele também é recomendado para pessoas com histórico familiar da doença, já que o fator genético aumenta o risco.
Alterações detectadas em outros exames oftalmológicos, como a avaliação do nervo óptico, também justificam sua solicitação.
Além disso, o campo visual faz parte do acompanhamento regular de pacientes que precisam monitorar a saúde ocular ao longo do tempo, mesmo na ausência de sintomas.
Como é feito o exame de campo visual?
O exame de campo visual é realizado em ambiente silencioso, com o paciente posicionado diante de um equipamento específico.
Durante o teste, a pessoa deve fixar o olhar em um ponto central e apertar um botão sempre que perceber estímulos luminosos em diferentes áreas do campo visual.
A duração média varia, mas geralmente leva alguns minutos por olho. A atenção e a colaboração do paciente são fundamentais para garantir resultados confiáveis.
O exame não exige preparo especial e pode ser realizado em consultório, de forma segura e não invasiva.
Perguntas frequentes sobre campo visual
Se você ainda tem dúvidas sobre o assunto, confira a seguir as respostas às perguntas mais frequentemente feitas por pacientes!
O exame de campo visual dói?
Não. O exame é indolor e não envolve contato direto com o olho, sendo bem tolerado pela maioria dos pacientes.
O exame de campo visual detecta o glaucoma sozinho?
Não. O exame de campo visual é uma ferramenta essencial, mas o diagnóstico do glaucoma é feito pela avaliação conjunta de exames, como a pressão intraocular, a análise do nervo óptico e o histórico do paciente. Ele complementa a investigação e ajuda a identificar perdas funcionais da visão.
Mesmo com a pressão do olho controlada, é necessário fazer campo visual?
Sim. Mesmo quando a pressão intraocular está dentro do esperado, o campo visual continua sendo importante para monitorar se há estabilidade ou progressão da perda visual ao longo do tempo. Ele permite acompanhar a função visual e ajustar o tratamento, se necessário.
Com que frequência o exame de campo visual deve ser repetido?
A frequência depende de cada caso e deve ser definida pelo oftalmologista, considerando diagnóstico, risco e evolução clínica.
Conclusão
O exame de campo visual é uma ferramenta essencial para a detecção precoce do glaucoma e para o acompanhamento da saúde do nervo óptico. Por identificar alterações antes do surgimento de sintomas, ele contribui diretamente para a preservação da visão.
Manter o acompanhamento oftalmológico regular e realizar o campo visual quando indicado são atitudes fundamentais para cuidar da saúde ocular de forma preventiva e responsável.
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