Conjuntivite: tipos, sintomas e tratamento indicado

Postado em: 04/11/2026

Acordar com as pálpebras grudadas, o olho vermelho e uma sensação de areia que não passa ao piscar. A cena chega todos os dias às nossas recepções, quase sempre com a mesma dúvida: isso some sozinho ou precisa de colírio?

A resposta depende do tipo de conjuntivite. Viral, bacteriana e alérgica parecem iguais no espelho, mas pedem cuidados diferentes. Na Clínica de Olhos Santa Branca, em São Paulo, o primeiro passo da consulta é descobrir qual delas está por trás da vermelhidão, para indicar só o que o seu olho precisa.

O que é conjuntivite?

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, a membrana fina e transparente que cobre a parte branca do olho e o lado de dentro das pálpebras.

Ela pode ser provocada por vírus, bactérias, alergia ou contato com substâncias irritantes, e deixa o olho vermelho, irritado e lacrimejando.

A cor avermelhada vem dos pequenos vasos da conjuntiva, que se dilatam quando ela inflama. Junto com ela aparecem lacrimejamento, sensação de corpo estranho, sensibilidade à luz e pálpebras inchadas.

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo lembra que as formas virais respondem pela maior parte dos surtos na cidade, porque passam com facilidade de uma pessoa para outra.

Quais são os tipos de conjuntivite e como diferenciar?

Os três tipos mais comuns de conjuntivite são o viral, o bacteriano e o alérgico. A viral tem secreção aquosa e é muito contagiosa; a bacteriana produz secreção espessa e amarelada, que gruda as pálpebras; a alérgica coça bastante, atinge os dois olhos e não passa de uma pessoa para outra.

Tipo Secreção Sinal que chama atenção Contágio
Viral Aquosa, como lágrima Começa em um olho e passa para o outro, às vezes junto com resfriado Alto
Bacteriana Espessa, amarelada ou esverdeada Pálpebras coladas ao acordar Sim
Alérgica Clara e em pouca quantidade Coceira intensa nos dois olhos, muitas vezes com rinite Não

Existe ainda a forma irritativa, causada por cloro de piscina, fumaça ou produtos químicos. Os sinais se misturam com frequência, e por isso a tabela orienta, mas não substitui o exame.

Quando a coceira domina o quadro, a conversa muda de rumo. Explicamos esse caminho no texto sobre alergia ocular e coceira nos olhos.

Conjuntivite passa sozinha?

Às vezes, sim. A conjuntivite viral tende a melhorar sozinha em alguns dias, e o colírio antibiótico não encurta esse tempo, porque antibiótico não age sobre vírus.

O que existe de concreto nesses casos é alívio do desconforto e cuidado para não transmitir. A bacteriana e a alérgica, por outro lado, melhoram mais rápido com o tratamento certo.

O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa e conforme o tipo. Se a vermelhidão piora em vez de recuar depois de alguns dias, o quadro merece ser reavaliado.

Qual é o tratamento indicado para cada tipo de conjuntivite?

O tratamento da conjuntivite depende da causa. Na viral, o foco é aliviar o incômodo e evitar o contágio; na bacteriana, o oftalmologista pode indicar colírio antibiótico; na alérgica, entram colírios antialérgicos e o afastamento do que provoca a reação. A escolha só é feita depois do exame dos olhos.

Na consulta, usamos a biomicroscopia, um exame com lâmpada de fenda que amplia a conjuntiva e a córnea, para ver detalhes que o espelho não mostra.

É ela que ajuda a separar um tipo do outro e a conferir se a córnea foi atingida. Saiba como funciona a consulta oftalmológica na Santa Branca.

Também faz parte da nossa conduta não receitar por receitar. Quando o quadro é viral e leve, a orientação pode ser apenas de cuidados em casa, e explicamos o motivo com calma, para você sair da consulta sem dúvida.

Posso usar colírio por conta própria na conjuntivite?

Não é o recomendado. Colírio usado sem avaliação pode mascarar o tipo de inflamação, atrasar o tratamento correto e trazer efeitos indesejados, principalmente os que contêm corticoide. O frasco que sobrou de outro episódio, ou de outra pessoa da casa, também pode estar contaminado.

Para limpar a secreção, soro fisiológico e gaze limpa, uma para cada olho, resolvem bem. Quando houver colírio indicado, a forma de aplicar faz diferença, e o passo a passo está no texto como pingar colírio sem contaminar o frasco.

Como evitar que a conjuntivite passe para a família?

Em casa, as formas infecciosas circulam pelas mãos e pelos objetos. As orientações da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo incluem:

  • Lavar as mãos com frequência, principalmente depois de tocar o rosto;
  • Evitar coçar ou esfregar os olhos;
  • Separar toalhas, fronhas e maquiagem de quem está com o problema;
  • Evitar piscinas e aglomerações enquanto os sintomas durarem.

Quem usa lente de contato deve suspender o uso até passar pela avaliação. A lente pode reter microrganismos e prolongar a irritação.

Quando procurar o oftalmologista por conjuntivite?

Procure o oftalmologista sem esperar quando a conjuntivite vier com dor forte, visão embaçada que não melhora ao piscar, sensibilidade intensa à luz ou secreção abundante.

Também merecem avaliação rápida os casos que pioram depois de alguns dias, que atingem usuários de lente de contato e os que aparecem em crianças pequenas.

Esses sinais podem indicar que a inflamação chegou à córnea, a camada transparente na frente do olho. A Secretaria de Saúde de São Paulo aponta a opacificação da córnea como a complicação mais séria. Entenda mais sobre as doenças da córnea.

Na Santa Branca, atendemos crianças a partir de 5 anos. Para os menores, a orientação é procurar um oftalmologista pediátrico.

Perguntas frequentes sobre conjuntivite

Conjuntivite pega só de olhar para a pessoa?

Não. A doença não passa pelo olhar. O contágio acontece pelo contato das mãos com a secreção e depois com os próprios olhos, ou por objetos compartilhados, como toalhas, fronhas e maquiagem. Lavar as mãos e separar esses itens já reduz bastante o risco dentro de casa.

Conjuntivite alérgica é contagiosa?

Não. A conjuntivite alérgica é uma reação do organismo a poeira, ácaros, pólen ou pelos de animais, e não passa de uma pessoa para outra. Ela costuma vir com coceira forte nos dois olhos e voltar sempre que há nova exposição ao que provoca a alergia.

Leite materno ou chá ajudam a curar a conjuntivite?

Não. Receitas caseiras como leite materno, chá de camomila ou água boricada sem orientação não tratam a causa da inflamação e podem levar mais microrganismos ao olho. Para limpar, use soro fisiológico e gaze limpa. Colírios só com indicação do oftalmologista.

Conjuntivite na Clínica de Olhos Santa Branca

Há mais de 40 anos a Clínica de Olhos Santa Branca cuida da visão de famílias de São Paulo, com unidades em Santo Amaro, Centro (Boa Vista), Penha, Pinheiros e Osasco.

Aqui, você recebe apenas o que realmente precisa: exame cuidadoso, explicação clara do diagnóstico e o tratamento indicado para o seu caso. Atendemos particular e uma ampla rede de convênios.

Responsável técnico: Dr. Ricardo Kanecadan, oftalmologista.
CRM 52550/SP · RQE 48475

Se o olho está vermelho há mais de alguns dias ou veio com dor e visão embaçada, agende uma avaliação na unidade mais perto de você.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um oftalmologista.