Catarata: sintomas e quando procurar um oftalmologista

Postado em: 21/09/2026

É comum o paciente notar que a visão está mais embaçada, principalmente à noite, e demorar meses até associar isso à catarata.

A opacificação do cristalino, a lente natural do olho, avança devagar, então boa parte das pessoas atribui o sintoma a óculos desatualizados ou cansaço, quando na verdade é a lente interna do olho perdendo transparência.

Reunimos aqui os sinais que geralmente observamos no consultório, como chegamos ao diagnóstico e quando vale antecipar a avaliação.

O que é a catarata

O cristalino é a lente natural dentro do olho, responsável por focar a luz na retina. Com o tempo, essa lente pode perder a transparência e ficar opaca, um processo chamado catarata.

É mais comum a partir dos 60 anos, mas também pode aparecer antes por diabetes, uso prolongado de corticoide, trauma ocular ou, mais raramente, já no nascimento.

A catarata é sempre uma condição da idade avançada?

Não. Embora a maioria dos casos apareça depois dos 60 anos, existe catarata associada a diabetes mal controlada, a uso contínuo de corticoide, a trauma no olho e até a fatores congênitos, presentes desde o nascimento. Por isso não descartamos a hipótese em paciente mais jovem quando os sintomas e o exame apontam nessa direção.

Os sintomas que mais aparecem no consultório

Visão turva ou embaçada, mesmo com óculos em dia, sensibilidade maior à luz forte e a faróis à noite, halos ao redor de fontes luminosas, cores que parecem mais desbotadas e dificuldade progressiva para enxergar em ambientes com pouca luz formam o quadro que mais me leva a suspeitar de catarata.

A evolução costuma ser lenta, ao longo de meses ou anos, o que faz muita gente se adaptar ao sintoma sem perceber que a visão já mudou bastante.

A catarata pode ser prevenida?

Não existe forma comprovada de prevenir a catarata relacionada à idade, já que ela decorre do envelhecimento natural do cristalino.

O que reduz o risco de formas evitáveis é controlar diabetes, evitar uso prolongado de corticoide sem orientação médica e proteger os olhos de trauma e de exposição solar intensa sem óculos com proteção UV.

Mesmo sem prevenção garantida, o acompanhamento oftalmológico regular permite identificar a catarata ainda no início, quando o impacto na rotina costuma ser menor.

Fatores que aceleram a evolução

Diabetes mal controlada, tabagismo, exposição solar intensa sem proteção adequada e uso prolongado de corticoide, seja em colírio ou por via oral, estão entre os fatores que mais antecipam ou aceleram a opacificação do cristalino na minha experiência de consultório.

Histórico familiar de catarata precoce também pesa na avaliação de risco, assim como cirurgias oculares anteriores e algumas doenças inflamatórias do olho.

Nenhum desses fatores garante que a pessoa vai desenvolver catarata cedo, mas justifica um acompanhamento mais próximo.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é clínico: avaliamos a acuidade visual e examinamos o cristalino com a lâmpada de fenda, um exame rápido e indolor que mostra diretamente o grau de opacidade da lente.

Em alguns casos, complementamos a avaliação com exames de fundo de olho, para confirmar que a queixa visual vem realmente da catarata e não de outra alteração associada, como glaucoma ou problemas de retina.

Quando procurar avaliação

Vale marcar consulta quando a visão embaçada atrapalha tarefas do dia a dia, como dirigir à noite, ler ou reconhecer rostos à distância, mesmo com os óculos atualizados.

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a avaliação oftalmológica regular a partir dos 60 anos é o que permite acompanhar a evolução da catarata e decidir o momento certo de cada intervenção, sem pressa desnecessária, mas também sem deixar a visão comprometer a autonomia do paciente.

Perguntas frequentes sobre catarata

Catarata tem cura?

A opacidade do cristalino não regride sozinha, mas a condição tem tratamento. A avaliação define o momento adequado para cada caso, conforme o impacto na visão e na rotina do paciente.

Colírio resolve a catarata?

Não. Não existe colírio ou medicamento comprovado que reverta a opacidade do cristalino. O acompanhamento oftalmológico é o que orienta a conduta mais adequada em cada fase.

Catarata em um olho só é comum?

Sim, é possível a catarata evoluir de forma diferente em cada olho, principalmente quando há fator associado, como trauma ou diabetes descontrolada em apenas um dos olhos. Por isso avalio sempre os dois olhos separadamente na consulta.

Avaliação de catarata na Clínica de Olhos Santa Branca

A Clínica de Olhos Santa Branca atende há mais de 45 anos em São Paulo, nas unidades Santo Amaro, Centro, Penha, Pinheiros e Osasco, sob responsabilidade técnica do Dr. Ricardo Kanecadan, oftalmologista, CRM 52550/SP, RQE 48475.  Se a visão embaçada já atrapalha sua rotina, agende uma avaliação na unidade mais próxima de você.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um oftalmologista.